Método Socrático


O método Socrático é uma forma extremamente eficaz no ensino do Direito. Além de conhecer o conteúdo, o aluno de direito deve entender o conteúdo que foi ensinado. Atrigo 4 da Resolução CNE/CES N° 9, de 29 de setembro de 2004 diz:

Art. 4o. O curso de graduação em Direito deverá possibilitar a formação profissional que
revele, pelo menos, as seguintes habilidades e competências:
I – leitura, compreensão e elaboração de textos, atos e documentos jurídicos ou normativos,
com a devida utilização das normas técnico-jurídicas;
II – interpretação e aplicação do Direito;
(…)
VI – utilização de raciocínio jurídico, de argumentação, de persuasão e de reflexão crítica;

São exatamente para estes pontos que o Método Socrático é extremamente eficaz. Em primeiro instância pois ele requer do aluno o estudo prévio da matéria da aula. O método Soctrático assim exige mais do que o “esforço mínimo” (http://joseoliveira.com/o-esforco-minimo-do-estudante-de-direito.html). O aluno que não se prepara para a aula não está preparada para participar na discussão da matéria, o que é fundamental no método. O método é aplicada para entender conceitos que são quebrados em várias questões posto pelo professor para os alunos. As respostar destes questões, certas ou erradas, contribuem para que os alunos chegam a um melhor entendimento do conceito, usando o seu racocinio lógico. Assim o método socrático estimula o aluno a interpretar o Direito e “utilização de raciocínio jurídico, de argumentação, de persuasão e de reflexão crítica”.

O método socrático tem a sua origem nos trabalhos dos filosofos antigos de Sócrates, Platão e Arquimedes. Platão foi quem formalizou o método em proza chamado os “Dialogos Socráticos”. No ensino do direito, o professor pede um aluno para resumir om conceito elaborado num texto ou uma sentenca de um tribunal. Depois ele geralmente pergunta se o aluno concorda com aquilo e por que para começar uma discussão. Durante a discussão ele pode elaborar hipôtesis criando contradoções na busca da “verdade”. A proposta do método no ensino do direito não é para extrair do aluno a resposta certa ou errada mas, para explorar conceitos jurídicos e doutrinários e estimular a pensar críticamente. Assim o método vai muito além do costumeiro “aula participativa” aonde o professor so vai em busca da resposta certa ou errada.

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